Trégua
Sala de mediação

A Trégua existe porque há conversas que não acontecem sozinhas

Criamos um centro de facilitação de diálogo em Recife para que pessoas e organizações possam conversar com estrutura, em espaço neutro.

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Nossa história

Como a Trégua começou

A Trégua abriu em Recife depois de anos de trabalho de facilitação conduzido por seus fundadores em contextos muito diferentes — vizinhanças com conflitos de uso de espaço, cooperativas com divergências de direção, equipes em organizações que acumularam meses de desentendimentos não nomeados.

O que ficou claro, nesses anos, foi que o problema raramente era falta de boa vontade. Na maioria das vezes, as pessoas queriam falar — mas não tinham onde fazê-lo sem que o espaço já pertencesse a um dos lados. A mesa da empresa, a sala da associação, a casa de um dos envolvidos: todos esses lugares carregam história antes da conversa começar.

A Trégua foi pensada para ser o lugar que não pertence a nenhum dos dois. Uma sala na Rua da Hora, no Espinheiro, que existe apenas para que a conversa possa acontecer.

Trabalhamos com três formatos — uma reunião única, um processo de diálogo para cooperativas e associações, e uma consultoria de documentação de processo interno — cada um desenhado para uma situação diferente. Nenhum deles inclui aconselhamento jurídico, orientação terapêutica ou qualquer outra atividade que exija habilitação profissional regulamentada. O que oferecemos é facilitação, processo e espaço.

Missão e valores

O que orienta o trabalho

Imparcialidade sem neutralidade afetiva

O facilitador não toma partido, mas está presente de fato. Isso não é o mesmo que ser indiferente ao que acontece na sala.

Confidencialidade como ponto de partida

Nenhuma informação compartilhada em conversa individual circula sem autorização de quem a compartilhou. Isso vale desde o primeiro contato.

Decisões pertencem às partes

O facilitador cuida do espaço e do processo, não do conteúdo. O que será decidido — e se algo será decidido — é escolha das pessoas presentes.

Ritmo como parte do método

Não há urgência em sessão. Pausas, tempo de reflexão separada e silêncios fazem parte do processo — não são sinais de que algo deu errado.

Equipe

Quem trabalha na sala

CA

Cláudia Andrade

Facilitadora Sênior

Trabalha com facilitação de diálogos organizacionais há mais de doze anos, com foco em cooperativas e associações de médio porte no Nordeste.

RM

Rafael Menezes

Facilitador e Consultor de Processo

Atua na documentação de processos de tratamento de desentendimentos internos e no treinamento de equipes para operar esses processos.

IS

Isabela Sousa

Facilitadora e Coordenadora de Agenda

Conduz as conversas preparatórias com as partes antes de cada sessão e gerencia a logística de agenda do centro.

Padrões de trabalho

O que permanece constante em todo engajamento

Confidencialidade documentada

Os termos de confidencialidade são apresentados por escrito antes do início de qualquer processo. Cada parte recebe uma cópia.

Preparação individual obrigatória

Nenhuma sessão começa sem que o facilitador tenha conversado separadamente com cada parte. Isso não é opcional — é estrutural.

Registro apenas do acordado

A nota de sessão é elaborada com as partes presentes. Nada é registrado unilateralmente pelo facilitador sobre o conteúdo do diálogo.

Saída voluntária preservada

Qualquer parte pode encerrar sua participação a qualquer momento. Essa cláusula consta nos termos e é reafirmada no início de cada sessão.

Formação continuada da equipe

Os facilitadores da Trégua participam regularmente de supervisão e formação em processos dialógicos e facilitação estruturada.

Proteção de dados pessoais

As informações coletadas durante os processos são armazenadas com controles de acesso e tratadas conforme a LGPD.

Contexto e abordagem

Facilitação de diálogo como área de trabalho

A facilitação de diálogo estruturado é uma prática distinta da conciliação formal, da terapia e da consultoria estratégica. Ela não produz uma decisão vinculante, não diagnostica nada e não prescreve nenhum curso de ação. O que ela faz é criar as condições para que duas ou mais partes possam se ouvir com atenção suficiente para que algo novo se torne possível.

Na Trégua, esse trabalho acontece em três contextos: situações entre duas pessoas ou grupos que querem conversar mas precisam de estrutura; processos de governança em organizações de membros com divergências internas; e consultorias de documentação para empresas e entidades que querem formalizar como tratam desentendimentos antes que eles se tornem crises.

O centro atende presencialmente em Recife — Pernambuco — com capacidade para etapas híbridas em processos de maior duração. Não oferecemos assessoria jurídica, aconselhamento psicológico nem nenhum serviço que exija habilitação profissional regulamentada.

Quer saber se a Trégua faz sentido para a sua situação?

Uma conversa de orientação — sem compromisso de prosseguir — é o primeiro passo natural.

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